Parece que o Brasil
tem entrado cada vez mais na era do comodismo mental: pensa-se pouco,
pesquisa-se pouco e contraditoriamente opina-se demais. É por conta dessa falta
de embasamento que as discussões, tanto virtuais quanto off-line, são carregadas de xingamentos e intolerância às opiniões
contrárias.
Recentemente o
Facebook virou palco para um não-tão-novo tema: ser a favor da
descriminalização do aborto ou não ser? Eis a questão. Tudo porque começou a
rolar um desafio no Facebook chamado “Diga não ao aborto”. Ele consiste
basicamente em grávidas postarem fotos suas na linha do tempo e falarem sobre
suas experiências maravilhosas gerando um bebê como forma de discurso pró-vida.
O que me entristece em
toda essa história é ver o quanto as pessoas não entendem que ser a favor da
legalização do aborto NÃO SIGNIFICA não ser pró-vida ou ser a favor do aborto.
Alguém realmente acredita que quem defende essa medida a defende porque quer
matar bebezinhos? Será que somos tão maus, frios e insensíveis assim? É claro
que não. Tudo é uma questão de entender por que defendemos.

