Uma prova de que velhas fórmulas ainda surpreendem
Fotografia delicada, cenários deslumbrantes e boas atuações são algumas das características mais marcantes de Simplesmente Acontece
Com visuais vibrantes e trilha sonora impecável, Simplesmente Acontece pode não surpreender com seu enredo, mas, como um clichê bem escrito, são suas composições que o tornam um filme interessante. Apesar de seguir a mesma linha de Um Dia – que traz Anne Hathaway e Jim Sturgess como melhores amigos claramente apaixonados um pelo outro, mas que jamais conseguiam ficar juntos –, a obra dirigida por Christian Ditter surpreende quem vai ao cinema sem grandes expectativas.
Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância. Conforme crescem, no entanto, torna-se notável a existência de uma faísca entre os dois. Após a decisão de não irem ao baile de formatura juntos, o futuro do casal sofre uma reviravolta. Isso porque, depois de transar com seu acompanhante e acabar no hospital com a camisinha presa dentro dela (uma cena que seria no mínimo engraçada se não fosse trágica), Rosie descobre estar grávida. E, enquanto Alex segue sua vida nos Estados Unidos, ela escolhe ficar em Dublin e criar a filha.
Fotografia delicada, cenários deslumbrantes e boas atuações são algumas das características mais marcantes de Simplesmente Acontece
Com visuais vibrantes e trilha sonora impecável, Simplesmente Acontece pode não surpreender com seu enredo, mas, como um clichê bem escrito, são suas composições que o tornam um filme interessante. Apesar de seguir a mesma linha de Um Dia – que traz Anne Hathaway e Jim Sturgess como melhores amigos claramente apaixonados um pelo outro, mas que jamais conseguiam ficar juntos –, a obra dirigida por Christian Ditter surpreende quem vai ao cinema sem grandes expectativas.
Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância. Conforme crescem, no entanto, torna-se notável a existência de uma faísca entre os dois. Após a decisão de não irem ao baile de formatura juntos, o futuro do casal sofre uma reviravolta. Isso porque, depois de transar com seu acompanhante e acabar no hospital com a camisinha presa dentro dela (uma cena que seria no mínimo engraçada se não fosse trágica), Rosie descobre estar grávida. E, enquanto Alex segue sua vida nos Estados Unidos, ela escolhe ficar em Dublin e criar a filha.
O longa é muito bem sucedido em dialogar cenas com ambiente, iluminação e trilha, além de conseguir trabalhar com eficácia seu desenvolvimento. A dualidade na amizade dos protagonistas, por exemplo, é apresentada com clareza já nas cenas iniciais: se, por uma das partes, a atração é óbvia – pela outra, Rosie nos leva ora a duvidar, ora a ter certeza do que ela realmente sente pelo garoto. Essa relação é facilmente percebida no aniversário de Rosie, quando o primeiro beijo acontece logo após a informação de que ela estava bêbada demais naquele dia para se lembrar, e ainda sob a ironia de estar tocando Crazy in Love ao fundo.
Ao longo de 12 anos, acompanhamos os encontros e desencontros dos dois amigos. Por vezes, o longa cai na mesmice com timings clichês e relacionamentos que parecem pouco reais. No entanto, as experiências e dificuldades de ser mãe jovem são muito bem retratadas. A química entre Collins e Claflin e a excelente atuação deles, além de um destaque especial para a personagem de Jaime Winstone, Ruby, que dá certa graça à vida sofrida de Rosie, ajudam a equilibrar os pontos negativos de Simplesmente Acontece.
Com diálogos que tombam para um humor sem muita censura e que se permitem falar de sexo com naturalidade mesmo quando os personagens ainda são adolescentes, o filme também encanta em outros aspectos. Christian Rein, como diretor de fotografia, consegue traduzir muito bem os sentimentos de cada cena – a exemplo do tom em vermelho nas horas de desesperadora solidão em que Rosie se encontra. A trilha sonora, que inclui Elton John, Kate Nash e Lily Allen, também é importante na construção das situações retratadas.
Baseado no livro de Cecelia Ahern, de título homônimo na recente edição da Novo Conceito, o longa segue a mesma tendência da adaptação de outra obra da autora, P.S. Eu te amo: cativar o público com sua simplicidade e mensagens de superação e amizade, enquanto encanta com o romance que retrata. Ainda que não possua a mesma força, Simplesmente Acontece sem dúvidas é uma ótima pedida para quem gosta de se emocionar no cinema.
Com diálogos que tombam para um humor sem muita censura e que se permitem falar de sexo com naturalidade mesmo quando os personagens ainda são adolescentes, o filme também encanta em outros aspectos. Christian Rein, como diretor de fotografia, consegue traduzir muito bem os sentimentos de cada cena – a exemplo do tom em vermelho nas horas de desesperadora solidão em que Rosie se encontra. A trilha sonora, que inclui Elton John, Kate Nash e Lily Allen, também é importante na construção das situações retratadas.
Baseado no livro de Cecelia Ahern, de título homônimo na recente edição da Novo Conceito, o longa segue a mesma tendência da adaptação de outra obra da autora, P.S. Eu te amo: cativar o público com sua simplicidade e mensagens de superação e amizade, enquanto encanta com o romance que retrata. Ainda que não possua a mesma força, Simplesmente Acontece sem dúvidas é uma ótima pedida para quem gosta de se emocionar no cinema.
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Crítica escrita para o UerjViu, projeto criado pelos alunos da Faculdade de Comunicação Social da Uerj.
Clique aqui para acessar a crítica no site oficial. | Revisado por Helena Mayrink.



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